terça-feira, 13 de outubro de 2020

SÁBADO DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-12).

 

Em tempos de tantas relações virtuais, onde emanam dissabores e desconfianças, inseridos numa sociedade que muitas vezes não nos oferece confiança e sustentabilidade com a vida, como cristãos que somos, necessitamos ir além. Precisamos construir e preservar os valores do Reino de Deus, para que a nossa vida seja uma extensão fiel e segura de que vale a pena lutar pelos princípios do amor. Conhecedores desta realidade, sejamos testemunhas do que Deus faz e espera de nós. Conhecemos aquela lei da física onde afirma que para toda ação existe uma reação. Testemunhando o amor de Deus e de suas proezas, não haverá dúvidas de que Ele fará também o mesmo em prol de nossa felicidade. Mas, PARA LOGRARMOS ÊXITO COM O TESTEMUNHO A QUE SOMOS CONVIDADOS A DAR, A EXPERIÊNCIA DA FÉ DEVERÁ SER SEMPRE A NOSSA MAIOR GARANTIA. AFINAL, O QUE HAVERÍAMOS DE TESTEMUNHAR SEM A FÉ? Com fé naquilo que fazemos, mediante a aproximação da verdade que tanto necessitamos para legitimar a alegria em nossas vidas, Deus vem ao nosso encontro, através da presença santificante e operante do Espírito Santo. É preciso crer na ação do Espírito Santo, para que o nosso testemunho encontre força e sustento, em meio às adversidades da vida. QUE O NOSSO AGIR ESTEJA UNIDO AO AGIR DO ESPÍRITO SANTO. Estejamos cercados pela fé que nos impulsiona sempre ao encontro das coisas de Deus. Saibamos viver e conviver sempre pautados pelo dom da sabedoria, que Deus nos confia, a partir de seu Filho Jesus, na graça de seu santo Espírito (1ª leitura – Ef 1,15-23). Seja assim o nosso testemunho, pois assim valerá a pena acreditar e esperar em Deus. Com esta compreensão, estaremos oferecendo um testemunho digno de que somos cristãos, imagem e semelhança do Deus que nos criou. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SEXTA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12,1-7).

Que o fermento é uma substância que, unida à farinha faz a mesma crescer e tornar-se uma massa agradável ao paladar, disto ninguém duvida. Mas chama a nossa atenção a forma pejorativa que Jesus fala do fermento no evangelho de hoje. Em outras ocasiões, Ele costuma mencionar o fermento como uma coisa boa. Cita até que devemos nos comparar ao fermento que faz a massa crescer. Todavia, aqui Ele faz referência à hipocrisia que habitava no coração dos fariseus. O evangelho de hoje é a continuação do evangelho que estamos ouvindo nestes dias. Após ter participado do banquete na casa de um fariseu e de ter provocado o mesmo à conversão de sua vida, Jesus se dirige ao povo, insistindo para que o mesmo tivesse cuidado com a forma leviana e traiçoeira de agir dos fariseus. O FERMENTO, QUANDO É BOM E UTILIZADO SOB MEDIDA, FAZ CRESCER, MAS QUANDO VAI ALÉM, INCHA E TIRA O SABOR. A hipocrisia que predominava no âmbito cultural e religioso entre os entendidos daquela época era o mal que corrompia por dentro. Volto a lembrar do outro episódio do evangelho. JESUS QUER QUE NÓS SEJAMOS UM FERMENTO BOM PARA QUE A MASSA SE TORNE BOA. Será que estamos sendo o fermento que ajuda a comunidade a crescer, a se sentir valorizada, a perceber em nós a presença de Deus, ou estamos repetindo as bobagens e a mesquinhez dos fariseus? Será que estamos ajudando o evangelho a encontrar espaço, como destaque verdadeiro em nossas famílias e comunidades, ou estamos inchados e inchando o nosso povo? A massa, crescendo qualitativamente ou inchada pode esconder ou burlar a presença do fermento. Mas Jesus também hoje diz que Deus tudo sabe, inclusive a quantidade dos nossos cabelos. NÃO TENHAMOS RECEIO DE DENUNCIAR AS SITUAÇÕES ABOMINÁVEIS QUE SUFOCAM A PRESENÇA DO EVANGELHO EM NÓS. Jesus nos previne. N’Ele recebemos a nossa parte (1ª leitura – Ef 1,11-14). Se meros pardais não são esquecidos, muito mais nós que encontramos uma resposta incondicional do amor que sempre nos chega do alto. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

QUINTA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Eles mataram os profetas e vós construís os túmulos” (Lc 11,47-54).

SEM SERMOS DONOS DA VERDADE, APONTAMOS PARA AQUELE QUE É A VERDADE. Mas Deus nunca nos oferece a verdade como se vivêssemos numa ditadura. Em seu Filho, Ele nos quer dialogando e fundamentando o nosso pensar. Muitos, pelo medo, preferiam se calar. Acolhiam a lei dos fariseus e mais nada. DEUS NÃO NOS QUER CALADOS. Por conta disto, A PALAVRA SE HUMANIZOU, PARA QUE NÃO FALÁSSEMOS QUALQUER COISA, MAS QUE TIVÉSSEMOS MAIS PROPRIEDADE E CONHECIMENTO DO QUE É TER A VERDADE NO MEIO DE NÓS. Naquele tempo, quem falava demais, isto é, quem defendia a verdade maior do amor de Deus, logo era condenado a morrer. Por isso, Jesus, como profeta, falou que eles matavam aqueles que falavam a verdade e depois, como uma maneira de driblar as suas consciências, contentavam-se em construir seus túmulos como um ato heroico e vantajoso. JESUS, QUE É A VERDADE, NÃO SE CALAVA DIANTE DESTAS COISAS. Nestes dias de outubro, refletindo sobre o nosso papel de missionários, peçamos a Deus a graça de não apenas falarmos através de nossas orações, mas também de falarmos a verdade com a nossa vida cada vez mais humana e cada vez mais cristã. Não são os conhecimentos meramente racionais e intelectuais que nos farão defender a verdade. Somente através de uma fé voltada a Jesus, é que poderemos viver na alegria do evangelho, e reconhece-la como a verdade que nos encaminha para a vida em Deus (1ª leitura – Ef 1,1-10). Agindo com a verdade, possamos fazer como Jesus. SEM NOS CONTENTARMOS COM OUTRAS SITUAÇÕES, DESTRUAMOS O QUE NÃO CONVÊM AO PROJETO DE DEUS. Rezemos pelos profetas de hoje. Homens e mulheres que, no anonimato, falam e agem em nome da verdade, fazendo com quem compreendamos que é possível viver a autenticidade, no diálogo e no respeito. Foi o que quis Jesus. Queiramos nós também. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

QUARTA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo” (Lc 11,42-46).

Quando o assunto é a fé, todo cuidado é pouco para não exercermos uma postura farisaica, ao cobrarmos dos outros, atitudes de santidade, quando sequer fazemos o básico na nossa vida. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Este adágio popular jamais deverá fazer parte da vida daqueles que desejam assumir as marcas do cristianismo. Jesus abomina ferrenhamente tal atitude. É o que hoje constatamos no santo evangelho, quando por quatro vezes Ele se dirige aos fariseus com o seu “ai de vós”. Jesus chama a atenção daqueles que se deleitavam em poder cobrar dos outros, o que não faziam eles mesmos. Assim fica muito fácil dizer que se é cristão. PARECE QUE A CARTILHA PARA SE CHEGAR AO CÉU É MAIS FÁCIL DE SER “DECORADA” QUANDO SE SERVE PARA APONTAR PARA OS OUTROS, QUANDO NA VERDADE DEVERIA SER ENTENDIDA E VIVIDA, DE MANEIRA QUE A CARIDADE PUDESSE SOBRESSAIR DE VERDADE. Não julgar e ser mais sereno com as pessoas é o que nos realmente santifica. É por estas e outras que devemos sempre olhar para Jesus. Ele, que nunca pecou e jamais fez algum mal a alguém, soube se manter imparcial, fazendo valer o amor e a misericórdia a todos que se achegavam com o coração sincero e afetuoso. Aprendamos a agir assim também, pois é desta maneira que estaremos entendendo, na prática, o que devemos fazer para agradar a Deus. E não esqueçamos: SÃO AS NOSSAS ATITUDES QUE DEVERÃO FALAR POR NÓS E NÃO A MANEIRA QUE NOS DIRIGIMOS AOS OUTROS, MUITAS VEZES COM IMPOSIÇÕES, CENSURAS E CRÍTICAS. São Paulo hoje nos exorta a vivermos sempre conforme o proceder do Espírito Santo em nossas vidas (1ª leitura – Gl 5,18-25). SEM PERDER A CORAGEM DE JESUS QUE ENFRENTAVA TODOS AQUELES QUE VIVIAM ATRELADOS A HIPOCRISIA E A FALSIDADE, APRENDAMOS A PONDERAR BEM MAIS AQUILO QUE VAMOS ACOLHENDO COM A VIDA DE FÉ QUE TEMOS, A FIM DE QUE O NOSSO TESTEMUNHO SEJA A VERDADEIRA CARTILHA A ENSINAR OS OUTROS COMO SE DEVE SER CRISTÃO. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

TERÇA-FEIRA DA 28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Aquele que fez o exterior não fez também o interior?” (Lc 11,37-41).

UM CORAÇÃO QUE SÓ ENXERGA MALDADES PERDE TEMPO COM DETALHES, ESQUECENDO-SE DO ESSENCIAL. Um convite para um banquete foi o necessário para atribuir mais críticas e mais preconceitos às atitudes de Jesus. Atrelados a situações pequenas acerca do cumprimento da lei, perdiam-se nos detalhes, ocupavam-se com os pormenores e, inutilmente, deixavam a graça passar. Apegar-se aos detalhes, ao exercício meramente ritual, ofendia e distorcia o sentindo destinado ao encontro que deveria ser de congratulação e de promoção à fraternidade, quando todos se sentam em torno de uma mesa. O fato de não lavar as mãos antes de sentar-se à mesa fez com que Jesus chamasse aquele povo de INSENSATO. MUITOS LAVAM AS MÃOS, ENQUANTO A MENTE E O CORAÇÃO ESTÃO SUJOS POR CONTA DA FALTA DE AMOR, DO EXERCÍCIO DA PREPOTÊNCIA E DA AUSÊNCIA DA CARIDADE. Podemos muitas vezes cair na mesma insensatez. Lavar as mãos e todo o corpo, quando o interior encontra-se numa falha ainda maior. DE QUE ADIANTA ESTARMOS TODOS LIMPOS, QUANDO NOS DESVIAMOS DA REAL ATENÇÃO, ENXERGANDO AS SUJEIRAS QUE NADA MAIS SÃO DO QUE UMA FRIEZA OU DISTANCIAMENTO DO CORAÇÃO AO CORAÇÃO DE DEUS? Jesus não se intimidou por estar na casa daquele que o acusava. Faz-me lembrar do ditado popular que diz: “quem fala o que quer, escuta o que não quer”. O fariseu falou criticando. Foi indelicado com a visita que tinha em sua casa. Mas Jesus não se intimidou. Profeticamente, fez com que aquele fariseu percebesse como deveria aplicar a lei de forma autêntica e verdadeira. Trazendo esta mensagem para os nossos dias, Jesus quer que nós o imitemos. SAIBAMOS VIVER A LEI, MAS SEMPRE NUMA POSTURA DE ACOLHIDA E DE ABERTURA PARA O OUTRO. É A SOLIDARIEDADE E O SERVIÇO QUE NOS FAZEM PUROS. Este é o essencial que o evangelho nos ensina. Não nos envergonhemos de fazer o que é certo, pois “é para a liberdade que Cristo nos libertou” (1ª leitura – Gl 5,1-6). Sendo assim, Deus não se envergonhará de sentar à mesa que se encontra em nossos corações. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA: “Sua mãe disse aos que estavam servindo: ‘fazei o que Ele vos disser’” (Jo 2,1-11).

No dia em que o povo brasileiro reverencia Nossa Senhora Aparecida, somos convidados a renovar a nossa consagração à Mãe de Deus. Como percebemos no evangelho, Maria sempre se fez solidária, sempre esteve atenta aos sofrimentos de seus filhos. Por isso se encarregou de ser ponte, a fim de nos encaminhar para Aquele que nos acolhe nos momentos de dor. Seu Filho Jesus nos convida a render graças no dia de hoje, enchendo o nosso coração de alegria pela Mãe que nos confiou desde aquele instante da cruz. Estamos hoje com a linda história daquela festa de casamento em Caná. Deus nos apresenta uma festa sempre que fazemos a opção pelo seu amor. E festa é sinônimo de alegria. Por isso não deixemos o vinho faltar. Na festa do evangelho, o vinho faltou e Maria se viu incomodada com aquilo. Sem vinho não há alegria. Ela tratou logo de pedir ao Filho que fizesse algo. Maria pensou no povo. A devoção em Aparecida por mais de três séculos nos lembra disto. É o que fez também a rainha Ester (1ª leitura – Est 5,1b-2;7,2b-3). AS GRANDES MULHERES DAS HISTÓRIAS BÍBLICAS JÁ IAM PREPARANDO A GRANDE HISTÓRIA DAQUELA QUE SERIA A BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES: MARIA, NOSSA MÃE. A leitura e o salmo de hoje afirmam que o rei se encantou com a beleza de Ester. Que nós possamos nos encantar com a beleza de Deus estampada na vida de Nossa Senhora, assim como ela se encantou com a bondade de Deus que fez grandes coisas em sua vida. Por isso ela sentia a necessidade de que esta mesma grandeza estivesse na vida das pessoas. Ester lembrou-se do povo. Pediu por eles. Maria também. Por isso se fez serva a todo instante. Maria deseja ser um auxílio para nós. Por esta razão, continua nos ajudando a enfrentar as nossas dificuldades (2ª leitura – Ap 12,1.5.13a.15-16a). Que neste dia, como Nossa Senhora, possamos pedir pelo nosso povo brasileiro que enfrenta tantas crises. QUE O VINHO NUNCA NOS FALTE, A FIM DE PROSSEGUIRMOS PARTICIPANDO DA FESTA QUE DEUS TEM PARA NÓS. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A): “Vinde para a festa!” (Mt 22,1-14).

Com mais um convite, Deus nos dirige uma mensagem vocacional e missionária. Jesus fala do Reino de Deus como uma festa de casamento, onde o rei sai a convidar a todos para o enlace matrimonial de seu filho. Tristemente, TODOS os convidados não acolheram aquele honroso convite. Não deram a menor atenção. Depois desta falta de cortesia, os empregados do rei foram ao encontro de TODOS os que estavam à frente, a fim de que houvesse gente naquele banquete. E no alto da festa, descobre-se que um dos convidados da última hora não estava adequadamente trajado para aquele ambiente. Esta festa é o BANQUETE DA VIDA, ONDE TODOS ENCONTRAM CADEIRA CATIVA. CONTUDO, NEM SEMPRE NOS PORTAMOS À ALTURA. O TRAJE QUE DEUS NOS PEDE É A CARIDADE, O AMOR E A JUSTIÇA. Muitas vezes não acolhemos a este convite, dando atenção a outras situações mais sedutoras e “apetitosas”. Podemos até acolher ao convite. Porém, talvez caiamos na tentação de camuflar a nossa presença, manchando o prestígio devotado à nossa pessoa, na ocasião da nossa permanência nesta festa linda que é a vida de Deus para nós. DEUS SEMPRE ESTARÁ A NOS CHAMAR PARA A FESTA. A SENHA OU O INGRESSO PARA TOMARMOS ACENTO À MESA SERÁ SEMPRE O NOSSO CORAÇÃO. Saibamos corresponder com sinceridade. Não apliquemos desculpas desmedidas. Todo esforço será válido, uma vez que banquete algum neste mundo poderá ser comparado ao que Deus prepara para nós! (1ª leitura – Is 25,6-10). SÓ TEREMOS PASSE LIVRE NESTA FESTA, SE SOUBERMOS AGIR COM AUTENTICIDADE COM DEUS E COM OS IRMÃOS. DEUS DESEJA QUE TENHAMOS SEMPRE UMA FÉ MADURA E RESPEITOSA. Por isso nos chama para um banquete e não para uma “noitada”. Que as “baladas” da vida não nos confundam, para não termos prejuízos ainda maiores com Deus e com os demais convidados da festa. “Tudo posso naquele que me dá força”. Esta é a grande prece de São Paulo que muito nos ajudará, se quisermos ter parte no banquete de Deus (2ª leitura – Fl 4,12-14.19-20). Se prometermos ser presença, façamos de coração e não apenas para agradar. Deus quer misericórdia e não sacrifício. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam