“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos,
sem amor, eu nada seria”. “Nem a morte, nem a vida, nem qualquer outra criatura
poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. “Tudo
me é permitido, mas nem tudo me convém”. “Deus não nos deu um espírito de
timidez, mas de força, de amor e de poder”. “Quando estou fraco, é aí que me
sinto forte”. “Tudo posso naquele que me fortalece”. “Já não sou eu quem vive,
é Cristo quem vive em mim”. Estas frases nos chegam do coração do santo que
hoje a Igreja pede que celebremos, meditando um pouco sobre a sua conversão.
São Paulo: um homem extremamente preparado, muito inteligente, um judeu de convicções,
discípulo do grande Gamaliel. Sempre trouxe consigo o desejo de viver conforme
a vontade de Deus. Mas ainda não havia feito uma experiência íntima e
verdadeira com Jesus Cristo, nosso Senhor. Até que chega o momento de “cair por
terra” todas as suas afirmações e conceitos a respeito do amor de Deus (1ª
leitura – At 22,3-16). Não somente
cai, mas passa por uma experiência de cegueira, a fim de perceber qual seria a
luz que realmente poderia lhe oferecer condições para enxergar o essencial de
sua vida. Até então, São Paulo enxergava com a luz da razão. Era extremamente
inteligente, mas precisava ter mais sabedoria para perceber que Deus não se
prende à lei. PARA SE CONHECER A DEUS É PRECISO ANTES DE TUDO PENSAR COM O
CORAÇÃO. De perseguidor, passou a ser apóstolo e missionário de Jesus. De
conhecedor da lei, transformou-se em anunciador de Jesus, cumprindo as palavras
imperativas do próprio Cristo, que hoje mais uma vez nos diz: “Ide pelo mundo e
anunciai”. Em nosso mundo, diante daqueles que convivem diretamente conosco,
estamos anunciando a Jesus? Sentimo-nos comprometidos com o seu amor? DEIXEMOS
QUE ALGUNS PENSAMENTOS E ATITUDES CAIAM POR TERRA, A FIM DE ABRAÇARMOS AQUELE
QUE ACEITOU CAIR NUMA CRUZ POR AMOR A NÓS. Olhando hoje para São Paulo, estaremos
olhando bem mais para Jesus.

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