Eis o tempo de conversão. Tempo de voltarmos a
nossa atenção para o nosso coração e a nossa consciência, meditando um pouco
mais sobre a nossa vida. Onde estamos acertando e o que precisamos mudar para
sermos ainda melhores para os irmãos e para o nosso Deus. Para que esta mudança
seja construtiva, a Igreja nos oferece condições de penitência através da ORAÇÃO,
do JEJUM e da CARIDADE. Estes três importantes elementos devem nos acompanhar
ao longo de nossa vida, especialmente agora com a Quaresma, a fim de podermos
estar mais atentos ao que nos torna mais sensíveis e solidários aos olhos de
Deus. O evangelho de hoje é um grande alerta para que possamos realizar esta
experiência de forma agradável a Deus. Jesus nos lembra de que tudo o que
fizermos deve ser realizado sempre de forma discreta e sigilosa. Precisamos
aprender a agradar os irmãos de maneira contrita e eficaz, a fim de acolhermos
bem a proposta que Deus hoje nos faz. O profeta Joel nos ajuda a entender de
maneira bem prática o que Deus espera de nós (1ª leitura – Jl 2,12-18). EM
TEMPOS DE OSTENTAÇÃO E DE BUSCA DE HOLOFOTES, QUE VEJAM EM NÓS APENAS QUE SOMOS
PÓ. Não é a toa que o dia de hoje é envolto à simbologia das cinzas. SOMOS PÓ E
NADA MAIS. Por isto, ao invés de rasgarmos as vestes, demonstrando ao mundo uma
penitência superficial e farisaica, rasguemos os nossos corações. Abramos a
nossa mente e todo o nosso ser, a fim de sermos realmente sensíveis ao que Deus
nos oferece como proposta para uma Quaresma. Já que tanto se houve falar
ultimamente em SUCOS DETOX, que afirmam ser uma saída para desintoxicar o
organismo, dando às pessoas mais saúde e disposição, entendamos estes dias de
quaresma como um período oportuno para desintoxicarmos as nossas vidas, tirando
as mazelas que nos impedem de amar mais a Deus e aos irmãos. Reconciliemo-nos
com a graça de Deus (2ª leitura – 2Cor 5,20-6,2). Sem deixar de sermos pó, numa
penitência favorável, deixemos que Deus nos envolva em seu amor.

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