A Páscoa é o tempo forte para bradarmos aos
quatro cantos do mundo que temos um Deus que nos ama e nos fez para sermos
felizes, vivendo na liberdade, na fraternidade, na justiça e no amor. E para
termos força de apresentarmos ao nosso coração, os propósitos de uma vida
sempre mais associada à vontade de Deus, em respeito também aos irmãos,
precisamos reconhecer o que nos faz omissos e até mesmo covardes. A QUARESMA
MAIS UMA VEZ SE FAZ ELO COM O PROJETO DE DEUS, PARA ESTARMOS SEMPRE MAIS
UNIDOS, FORTES E INTEGRADOS NA MESMA PAZ E NO MESMO AMOR DE DEUS POR CADA UM DE
NÓS. Quem se omite, contenta-se com uma vida muitas vezes alienada e distante
da graça de Deus. Quem não consegue associar a sua vida com a vida dos demais, começa
a ser sinal de divisão e de ausência de fé. Quem divide não acrescenta e acaba
assumindo um comportamento nocivo, a ponto de não conseguir falar nada que
sirva como exemplo e lição para a sua própria vida. O evangelho desta
quinta-feira nos apresenta um momento em que Jesus liberta um homem possuído
pela força do demônio, que o deixava incapacitado de falar. O DEMÔNIO É AQUILO
QUE DIVIDE E O QUE DIVIDE NOS DEIXA SEMPRE MUDOS. NÃO PODEMOS JAMAIS COMPACTUAR
COM NADA QUE NOS DEIXE IMPOTENTES E ALHEIOS À REALIDADE QUE LIBERTA E QUE NOS
TORNA MAIS APTOS DO AMOR DE DEUS. Jesus fez aquele homem voltar a falar, para
que os seus acusadores desejassem receber a sua mensagem de Filho de Deus. QUEM
NÃO FALA COM A PRÓPRIA VIDA, NÃO CONSEGUE TRANSMITIR SINAIS DE VIDA E DE
LIBERDADE. Por esta razão, não há lógica dizer que Jesus agia em nome do mal. Escutemos
o que Deus tem a nos dizer, observando tudo o que está à nossa volta (1ª
leitura – Jr 7,23-28). Escutando mais, certamente falaremos apenas o
necessário, para demonstrarmos o quanto Deus tem feito por nós. Que a Quaresma
nos deixe bem atentos ao que Deus continua dizendo em cada irmão e irmã que se
aproxima de nós.

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