O evangelho de hoje nos faz entender o quanto às
vezes também nos encontramos como aquele homem doente à beira da piscina de
Betesda. Aqui também é válida a lembrança de que estamos no Ano Santo da
Misericórdia. O nome Betesda quer dizer “a casa da misericórdia”. Aquela piscina
prometia milagres a quem nela se lavasse. Mas o doente em destaque não
conseguia tal proeza, uma vez que os outros doentes tomavam à sua frente. O
homem queria curar-se com a simples água de uma piscina, até que se depara com
Aquele que é muito mais do que uma piscina cheia. JESUS APARECE NÃO PARA LHE
CONDUZIR ATÉ AQUELE BANHO, MAS PARA LHE OFERECER A ÁGUA DA VIDA CAPAZ DE LHE
FAZER EXPERIMENTAR A ALEGRIA DA SALVAÇÃO. Desde o nosso batismo, Deus nos
confere a possibilidade de um tempo novo. UMA BÊNÇÃO ESPECIAL QUE NOS LAVA,
HIDRATA TODO O NOSSO SER E NOS FAZ REALMENTE SAUDÁVEIS. Se soubermos reconhecer
a importância da água, veremos o quanto ela é sinônimo de tudo o que transmite
amor, fecundidade e vida (1ª leitura – Ez 47,1-9.12). No entanto, como a
Quaresma é tempo de lavar o nosso coração e a nossa consciência, a fim de que a
água do lado aberto de Jesus nos configure na graça de sermos vitoriosos a
partir de sua Páscoa, é preciso refletir também sobre o que temos feito com as
águas que infelizmente acabam trazendo sérios danos ao nosso redor. A Campanha
da Fraternidade nos aponta uma reflexão importante e ao mesmo tempo provocante.
O saneamento básico, extremamente necessário, porém dificilmente posto em
prática, deve ser como o Cristo que sana as nossas feridas, lavando-nos de
todas as misérias, impedindo-nos de sermos acometidos por qualquer tipo de
doença, como as doenças transmitidas pelo mosquito. Nesta Quaresma, queiramos
muito mais do que uma piscina. Na casa da Misericórdia, o amor de Deus,
presente em seu Filho Jesus, haverá de nos lavar de todos os males.

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