O coração
humano teima em se aventurar naquilo que muitas vezes só lhe traz prejuízo e dano.
A Palavra de Deus que hoje a liturgia nos apresenta, é um grande “puxão” de
orelha. Deus, através de sua palavra, oferece-nos exemplos de como é
prejudicial vivermos teimando por não aceitarmos as maravilhas do seu amor. No
evangelho, continuamos a observar o diálogo de Jesus com um povo teimoso. Jesus
insistia com aquele povo, para que o mesmo pudesse abrir o coração. A leitura
de hoje também explicita um marcante exemplo de como a teimosia se torna nociva
ao ser humano (1ª leitura – Nm 21,4-9). O povo impaciente, sem encontrar mais
ânimo de poder avistar a tão falada terra prometida, resolve esperar em outras
coisas que não levariam ao amor de Deus. Chegam a lamentar o tempo que viviam
escravizados pelo faraó no Egito. Por conta da nossa impaciência, como o povo
bem diz, muitas vezes também reclamamos de “barriga cheia”. UNAMOS À PACIÊNCIA
QUE NOS É BASTANTE PRECIOSA, A PROVIDÊNCIA DE DEUS QUE NUNCA FALHA E JAMAIS HAVERÁ
DE NOS FALTAR. Não ajamos como agiu aquele povo que conversava com Jesus. Foi
preciso que Jesus morresse para que eles entendessem quem de fato Ele era.
Quaresma é uma oportunidade muito forte para nos reconciliarmos com aqueles que
amamos. Não deixemos que eles passem desta vida sem reconhecermos os seus
valores para o nosso coração. O povo da primeira leitura sofreu amargamente com
a teimosia que imperava em seus corações. Diz o autor sagrado que passaram a
morrer com o veneno de cobras. A FALTA DO AMOR E DO PERDÃO É UM VENENO MUITO
FORTE QUE VAI AOS POUCOS NOS MATANDO. Mas Deus pediu a Moisés que desse um
jeito, elevando uma serpente de bronze para que ajudasse aquele povo a ficar
curado. Há situações na vida que dos próprios males, podemos aproveitar uma
saída boa para a nossa caminhada. Moisés levantou a serpente. Jesus foi
levantado no madeiro da cruz. Ele é o principal remédio para nos curar de todos
os venenos que nos fazem viver teimosos neste mundo.

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