O gesto de impor as
mãos, com o ímpeto de rezar por uma pessoa é um gesto bastante antigo em todo o
contexto bíblico. Tal gesto denota uma atenção e uma responsabilidade de
transmitir afeto e também a bênção de Deus. Este gesto acompanhava Jesus. As
pessoas manifestavam sempre o desejo de que Ele impusesse as mãos, sobretudo
naqueles que se encontravam enfermos. O evangelho desta segunda apresenta-nos
alguns belos exemplos. Jesus impondo as mãos sobre a filha de um chefe que
tinha acabado de falecer. Foi isso também que ocorreu com a mulher que sofria
com uma hemorragia há doze anos. Tocou em Jesus e, porque tinha fé, obteve a
tão almejada cura. Este gesto de tocar é algo muito forte ainda entre nós.
Faz-me lembrar do nosso povo romeiro. Gente humilde e muito sábia que leva este
gesto muito a sério. O nosso bispo emérito da Diocese de Crato, Dom Fernando
Panico, num artigo seu sobre as romarias e os romeiros de Juazeiro, a este
respeito ele diz: “O TOQUE NÃO É UM SIMPLES ENCOSTAR A MÃO. O TOCAR É CONHECER.
NA LITURGIA ROMEIRA, O TOQUE É CAMINHO DE MISTAGOGIA”. Jesus reconhecia esta
sutileza cheia de fé da parte do povo que tocava n’Ele, mas que também
esperavam o seu toque poderoso. Por isso a filha daquele homem ficou curado.
Por isso também aquela mulher deixou de se esvair em sangue. Hoje sou padre
porque um dia o meu bispo impôs suas mãos sobre minha cabeça e rezou para que o
Espírito Santo me fizesse sacerdote. EM JESUS, O TOCAR PELAS MÃOS TRANSMITE
BÊNÇÃOS. O evangelho fala ainda de alguns TOCADORES de flauta naquele ambiente.
Era uma cultura fúnebre da época. QUANDO SE TEM FÉ, O TOQUE TRANSMITE VIDA E
NÃO MORTE. E com amor vivamos a nossa fé, mas também com a semelhante
fidelidade de um amor conjugal, conforme nos diz hoje o profeta Oséias (1ª leitura – Os 2,16.17b-18.21-22).
DEIXEMOS COM QUE O AMOR DE DEUS NOS TOQUE, A FIM DE QUE POSSAMOS TOCAR OS
OUTROS COM A BÊNÇÃO QUE TANTO SE ESPERA. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificamdomingo, 5 de julho de 2020
SEGUNDA-FEIRA DA 14ª SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO PAR): “Impõe tua mão sobre ela e ela viverá” (Mt 9,18-26).
O gesto de impor as
mãos, com o ímpeto de rezar por uma pessoa é um gesto bastante antigo em todo o
contexto bíblico. Tal gesto denota uma atenção e uma responsabilidade de
transmitir afeto e também a bênção de Deus. Este gesto acompanhava Jesus. As
pessoas manifestavam sempre o desejo de que Ele impusesse as mãos, sobretudo
naqueles que se encontravam enfermos. O evangelho desta segunda apresenta-nos
alguns belos exemplos. Jesus impondo as mãos sobre a filha de um chefe que
tinha acabado de falecer. Foi isso também que ocorreu com a mulher que sofria
com uma hemorragia há doze anos. Tocou em Jesus e, porque tinha fé, obteve a
tão almejada cura. Este gesto de tocar é algo muito forte ainda entre nós.
Faz-me lembrar do nosso povo romeiro. Gente humilde e muito sábia que leva este
gesto muito a sério. O nosso bispo emérito da Diocese de Crato, Dom Fernando
Panico, num artigo seu sobre as romarias e os romeiros de Juazeiro, a este
respeito ele diz: “O TOQUE NÃO É UM SIMPLES ENCOSTAR A MÃO. O TOCAR É CONHECER.
NA LITURGIA ROMEIRA, O TOQUE É CAMINHO DE MISTAGOGIA”. Jesus reconhecia esta
sutileza cheia de fé da parte do povo que tocava n’Ele, mas que também
esperavam o seu toque poderoso. Por isso a filha daquele homem ficou curado.
Por isso também aquela mulher deixou de se esvair em sangue. Hoje sou padre
porque um dia o meu bispo impôs suas mãos sobre minha cabeça e rezou para que o
Espírito Santo me fizesse sacerdote. EM JESUS, O TOCAR PELAS MÃOS TRANSMITE
BÊNÇÃOS. O evangelho fala ainda de alguns TOCADORES de flauta naquele ambiente.
Era uma cultura fúnebre da época. QUANDO SE TEM FÉ, O TOQUE TRANSMITE VIDA E
NÃO MORTE. E com amor vivamos a nossa fé, mas também com a semelhante
fidelidade de um amor conjugal, conforme nos diz hoje o profeta Oséias (1ª leitura – Os 2,16.17b-18.21-22).
DEIXEMOS COM QUE O AMOR DE DEUS NOS TOQUE, A FIM DE QUE POSSAMOS TOCAR OS
OUTROS COM A BÊNÇÃO QUE TANTO SE ESPERA. Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam
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