Por
que um homem e uma mulher devem permanecer juntos por toda a vida? Se Deus
concede o dom da união, por que há tantos casais separados? Estas perguntas
inquietam desde sempre. E por isso buscavam uma resposta de Jesus. Citando um
episódio do tempo de Moisés, Jesus disse que a dureza do coração contrariava o
coração de Deus que é feito de amor, misericórdia e compaixão. DIANTE DE TODO
CONFLITO E DECEPÇÃO, QUE DESEMBOCA EM SITUAÇÕES DURAS E DESASTROSAS, É PRECISO
ESFORÇO PARA VOLTAR ÀQUELE AMOR QUE GEROU UM COMPROMISSO DE FIDELIDADE. O amor
é dom de Deus. E por ser de Deus é sublime e perfeito. Mas este dom é confiado
a seres que são marcados por imperfeições e limitações. POR SERMOS IMAGEM E
SEMELHANÇA DE DEUS, TEMOS O DEVER DE ASSOCIAR ÀS NOSSAS RELAÇÕES, O BEM ESTAR
QUE NOS É OFERECIDO POR MEIO DO AMOR. É o que deve acontecer com o amor que
habita nos corações dos casais. E este amor é tanto que, em Jesus, torna-se
sacramento. Ser uma só carne. Trazer consigo um mesmo ideal. Tudo isto é
bonito, poético e divino. Contudo, são muitos os casais que não conseguem
perpetuar em suas vidas o ideal de um amor conjugal. Neles, o amor aos poucos
vai se desmanchando em seus corações. Alguns não se aguentam mais. É PRECISO A
TERAPIA DE UM “ETERNO RETORNO”. VOLTAR À FONTE PRIMEIRA QUE UM DIA OS FEZ
ACREDITAREM QUE ERA POSSÍVEL VIVER PARA AMAR. O Ano da Misericórdia traz
consigo também este objetivo. Despertar nos casais o seguimento de suas vidas,
a partir do bálsamo chamado PERDÃO. E SE LHES FALTAR O SENTIMENTO DE PERTENÇA
AO JURAMENTO QUE UM DIA ABRAÇARAM, DEUS JAMAIS HAVERÁ DE ROMPER A SUA ALIANÇA
QUE CONFIRMA O DESEJO DE UMA VIDA SEMPRE MAIS FELIZ. É por isto que Deus coloca
um anel em nosso dedo e nos oferta uma roupa de festa (1ª leitura – Ez 16,1-15.60.63). É a vida que segue sempre com a
sede de amar. Afinal, a aliança de Deus nos encaminha para o amor da vida eterna.
Padre Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam

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