Deus nos fez para sermos semelhantes a uma
árvore frondosa, rica em frutos, com suas raízes profundas, capaz de prosperar
com suas folhagens, para alimentar e servir de sombra aos famintos e fatigados
desta vida. Porém, não são poucas as vezes que nos contentamos a ser como uma
árvore seca, de frutos raquíticos, muitas vezes impróprios para o consumo.
Feita esta reflexão, saibamos acolher a Quaresma como um remédio, a fim de nos
tornamos de vez a árvore da vida que Deus quer que sejamos. Desfrutemos a
mensagem que a Palavra de Deus hoje tem para nós. Com o evangelho, Jesus nos fala
com a Parábola do rico e do pobre Lázaro. Este rico se contentava em ser uma
árvore apegada aos valores deste mundo. Tinha vida, mas suas raízes não eram
profundas. Sua riqueza lhe garantia um bom lugar para se viver, mas não
conseguia obter os nutrientes necessários para prover bons frutos. Já o pobre
Lázaro seria a árvore boa e verdadeira. Tinha suas limitações e necessidades.
Porém, a graça de Deus percebia uma abertura imensa em seu belo coração. Era de
fato uma árvore boa. Suas raízes profundas lhe possibilitava a condição de
oferecer frutos bons e uma boa sombra como refrigério para os outros necessitados.
SOMENTE QUEM SE FAZ POBRE CONSEGUE SE LEMBRAR DOS NECESSITADOS E AFLITOS, AINDA
QUE SEJA COM UMA SIMPLES SOMBRA PARA SUAVIZAR O CORAÇÃO TANTAS VEZES INQUIETO
PELAS SITUAÇÕES HOSTIS DESTA VIDA. O rico, a história nem ao menos se lembra de citar
o seu nome, pois QUEM NÃO ACOLHE OS ANÔNIMOS DESTE MUNDO, TAMBÉM NÃO TEM NOME PARA
DEUS. Nesta vida, tenhamos todo cuidado e zelo de nos tornarmos semelhantes a
uma árvore boa, para sermos benditos aos olhos de Deus (1ª leitura – Jr 17,5-10).
Não deixemos a graça passar. Ricos para Deus, teremos mais identidade para não
deixarmos nada de valor para trás. Muito menos os Lázaros que Deus nos oferece
a cada dia. A Quaresma nos faz pensar bem mais sobre estas coisas.

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