quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sexta-feira da 2ª Semana da Quaresma: “Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!” (Mt 21,33-43.45-46).

Com a parábola dos vinhateiros assassinos, em plena Quaresma, e ainda no ritmo da reflexão que nos é oferecida com a nossa Campanha da Fraternidade, podemos perceber que a mensagem de hoje é bastante atual e extremamente necessária. O proprietário da vinha confiou aos seus empregados, a missão de zelar pela plantação. Cuidaram tanto que se sentiam donos dela, a ponto de matarem os outros empregados e até mesmo o filho do dono. O proprietário é Deus. Nós somos os empregados. A vinha é o mundo à nossa volta. O Filho é Jesus. QUANDO QUEREMOS AGIR COMO OS DONOS DA SITUAÇÃO, FALTA-NOS O DIÁLOGO, ISOLAMO-NOS E NÃO ACEITAMOS OPINIÃO DE NINGUÉM. Quem pensar de maneira diferente deverá ser exterminado. A inveja nos deixa assim. Neste tempo de mudança que é a Quaresma, façamos uma auto avaliação, para percebermos o que é preciso ser mudado, para não matarmos ninguém com nossas palavras e atitudes. A VINHA É DE TODOS. O MUNDO É NOSSO, PORQUE É DE DEUS. É a casa comum, como nos alerta a Campanha da Fraternidade. Quando as intrigas, fofocas, inveja e disputas começam a surgir, não avançamos em meio às nossas relações. O outro que surge para acrescentar e nos ajudar, infelizmente será sempre visto como uma ameaça. E o mundo cada vez mais competitivo, com suas rivalidades e rixas, fará com que entendamos sempre que toda ameaça deve ser aniquilada. Vejamos o que aconteceu com o José do Egito (1ª leitura - Gn 37,3-4.12-13.17-28). Um homem de dons e amado pelo seu pai Israel, passou a despertar inveja e ciúme aos seus irmãos. Os sentimentos ruins eram tantos que fizeram com que José fosse vendido como um escravo. Jesus também foi vendido, momentos antes de abraçar o seu flagelo e morte na cruz. NÃO PERCAMOS A NOSSA PAZ, POR CONTA DO SUCESSO E DA DEDICAÇÃO DOS OUTROS. São estas coisas que fazem com que o nosso mundo e a nossa própria vida comecem a padecer em meios aos tormentos do tempo presente. A Quaresma tem muito a nos ajudar perante estes desafios.

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