A Palavra de Deus que nos é oferecida hoje,
neste contexto de Quaresma, tempo de penitência para repararmos nossas faltas
com Deus e com nossos irmãos, chega-nos como uma verdadeira catequese a
respeito do valor inestimável do sacramento da confissão. O evangelho nos fala
da Parábola do Pai Misericordioso que nós nos acostumamos a chamar de Parábola
do filho pródigo. Mas, na verdade, é o Pai a ganhar destaque. VEZ OU OUTRA,
AGIMOS COMO O FILHO MAIS JOVEM DESTA HISTÓRIA. PEDIMOS A NOSSA HERANÇA,
DEMONSTRANDO CERTA AUTOSSUFICIÊNCIA COM AQUILO QUE FAZEMOS. Pensamos que não
precisamos de Deus para reger as nossas ações. Outras vezes, pecamos agindo
como o filho mais velho, quando acreditamos que Deus deveria ter agido de outra
forma conosco que tantas vezes vamos à Igreja, devolvemos o nosso dízimo,
fazemos caridade etc. Mas, COM DEUS NÃO SE FAZ BARGANHAS. Com a Quaresma, CHEGOU
O MOMENTO CERTO DE VERMOS QUAL FILHO DESTA HISTÓRIA TEMOS SIDO ULTIMAMENTE.
Façamos um bom e necessário exame de consciência, como fez o filho mais novo,
ao passar pela experiência de cuidar de porcos. É HORA DE SAIRMOS DA IMUNDÍCIE
ONDE NOS COLOCARAM OS NOSSOS PECADOS. Assumamos os nossos erros, mas também o
nosso real e necessário propósito de mudança. A este respeito, numa de suas
audiências na Praça São Pedro, o Papa Francisco, falando sobre o sacramento da
confissão, disse que O CONFESSIONÁRIO NÃO PODE SER COMPARADO A UMA MÁQUINA DE
LAVAR ROUPAS. Utilizamos o confessionário para o encontro com a misericórdia de
Deus. Olhar para o confessionário como uma máquina de lavar roupas é acreditar que
a confissão nos deixa com o “pecado limpo”, para repetirmos os mesmos erros e
decepções. VOLTEMO-NOS À MISERICÓRDIA DE DEUS! Ele nos acolhe e nos apascenta
qual pastor ao seu rebanho. Apaga nossas misérias e esquece nossa multidão de
pecados (1ª leitura – Mq 7,14-15.18-20). Sustentemos o propósito de voltarmos
para casa, como fez o filho pródigo. E como o Pai da história, Deus estará de
braços abertos a nos acolher mais uma vez.

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