As leituras deste domingo novamente são subsídios
importantes para a nossa caminhada em direção à conversão que Deus espera para
todos nós. Conversão essa que não pode ser resumida a algumas práticas
externas, algumas mudanças de comportamento em meio ao nosso cotidiano.
Conversão é possível e necessário, porém não é algo fácil. Precisamos aprender
com o tempo paciente de Deus. As demoras de Deus jamais deverão ser entendidas
como uma indiferença de sua parte em relação a nós. Ao contrário! DEUS DEMORA,
PORQUE NOS TRANSMITE MATURIDADE ATÉ MESMO EM MEIO AO NOSSO ESPERAR. QUANDO NÃO
SABEMOS ESPERAR, NÃO CONSEGUIMOS MUDAR DE VERDADE. Por isso Jesus conta a
parábola da figueira que não oferecia fruto. Na lógica, ela deveria ser
arrancada, pois não tinha serventia alguma. AS SITUAÇÕES VOLÚVEIS DA VIDA VÃO
SE TORNANDO MAIS SIMPÁTICAS AO NOSSO CORAÇÃO. Seria mais fácil e cômodo
arrancá-la de vez. Precisamos ter muito cuidado para não nos acostumarmos com o
pecado que nos chega por meio das situações de fácil acesso em nossas vidas.
Situações que seduzem, ainda que sejam danosas e desastrosas. É isto que hoje o
santo evangelho nos faz entender. Jesus fala que é preciso um pouco mais de
tempo para cuidar daquela figueira. Precisamos também de um pouco mais de tempo
para com a nossa conversão, podermos ajudar na conversão dos outros e não
ficarmos perdendo tempo contando notícias ruins sobre os outros. Citavam para
Jesus, algumas informações danosas a respeito da morte de pessoas. Pensavam
eles que a morte chegava como um castigo de Deus. Pior do que aquelas mortes é
julgar os outros e não abraçar uma vida nova. Como Deus pediu a Moisés, TIREMOS
AS SANDÁLIAS E PISEMOS NA REALIDADE DA NOSSA VIDA, EVITANDO OS MALES,
ALCANÇANDO O QUE NOS TORNA BONS PERANTE DEUS (1ª leitura – Ex 3,1-8.13-15).
Tenhamos uma vida sempre mais reta. Não nos contentemos com as práticas
religiosas a que estamos acostumados. MESMO DE PÉ, ESTAMOS VULNERÁVEIS ÀS
QUEDAS DESTA VIDA (2ª leitura – 1Cor 10,1-6.10-12). E para não cairmos, devemos
transformar tudo o que fazemos em práticas de amor e de partilha aos irmãos.

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