Vivendo a Quaresma, a Palavra de Deus que hoje
nos é oferecida nos faz abordar a seguinte questão: estamos aptos a mudar de
vida, a partir do que realmente precisamos ouvir ou simplesmente esperamos ouvir
o que mais agrada o nosso coração? Algumas vezes, escutamos palavras duras de
alguém que amamos, ficamos magoados e muito tristes, pois não esperávamos tal colocação.
Com isso, acabamos rejeitando aquela pessoa. Mas, depois de certo tempo,
passamos a perceber que éramos nós os errados e não aquele que tentou abrir a
nossa mente e o nosso coração. Às vezes, isto pode acontecer também com a nossa
caminhada de fé. Gostamos de ouvir a mensagem do Papa, deleitamo-nos com a homilia
do padre que queremos bem, simplesmente porque em algumas ocasiões eles falam
aquilo que nós queremos ouvir. Contudo, QUANDO PASSAMOS A OUVIR O QUE NÃO
SOMENTE QUEREMOS OUVIR, MAS PRINCIPALMENTE O QUE PRECISAMOS OUVIR AÍ A COISA
MUDA DE FIGURA. Foi o que aconteceu com Jesus. Na Sinagoga, diante de seus
conterrâneos, falou o que eles precisavam ouvir. HÁ OCASIÕES QUE ESPERAM QUE
NÓS SEJAMOS DÓCEIS E AFÁVEIS NO QUE DIZEMOS OU AINDA NO QUE FAZEMOS, QUANDO NA
VERDADE, PRECISAMOS FALAR O QUE É PRECISO PARA PROVOCARMOS UMA REAL MUDANÇA
NAQUELES QUE QUEREMOS TANTO BEM. Jesus sempre falou a verdade, por isso sempre
incomodou, a ponto de ter sido convidado a deixar de estar na presença daquele
povo. Preferiu sair a mudar uma só vírgula do que tinha dito. QUARESMA É TEMPO
DE OUVIRMOS O QUE ÀS VEZES DÓI PARA PODERMOS REPARAR NOSSAS FERIDAS E
ALCANÇARMOS A CURA. No mundo onde a palavra dos estranhos muitas vezes é mais
atraente, teremos mais proveito se soubermos ouvir os que são de casa. O
profeta Eliseu, que nos é apontado com a primeira leitura, observava muitos
leprosos naquela região, mas nenhum acreditava nele. Até que apareceu Naamã, um
estrangeiro, para que o profeta pudesse ser sinal da graça de Deus (2Rs 5,1-15).
Confiemos em Deus, acreditando naqueles que nos amam e nos conhecem, para que
as mudanças verdadeiras ocorram em nossas vidas.

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