A caminhada que nos conduz à Páscoa é bastante
movimentada e dinâmica. Um itinerário exigente, que nos confere maior
disciplina, numa vida mais responsável e bem mais cristã. Tal disciplina é
sempre marcada pela oração, pelo jejum e pela caridade. Mas é preciso percebemos
qual a oração que mais agrada a Deus. Vamos aos poucos experimentando ainda o
jejum que nos deixa mais sensíveis ao amor de Deus, por meio das atitudes que
nos fazem experimentar a sua santa vontade, traduzida pela caridade dispensada
aos irmãos. Com tudo isso, percebamos que, no evangelho deste sábado, Jesus nos
pede um pouco mais. Ao falar sobre a relação de amor com as pessoas, pede-nos
um amor mais exigente. Explica aos seus discípulos que PARA SE AMAR DE VERDADE,
É NECESSÁRIO AVANÇAR EM MEIO ÀS NOSSAS RELAÇÕES. É preciso dedicar amor àqueles
que dedicam ódio e desprezo. O DEUS AMOR, CONFIA A TAREFA AO DEUS AMADO DE
FAZER COM QUE ENTENDAMOS QUE É PRECISO DISPENSAR AMOR AOS QUE NÃO SABEM O QUE É
AMAR. Muitas vezes encontramos dificuldade em amar os que são causa de sofrimento
para nós porque pensamos que amar é sinônimo de gostar. Amar, na perspectiva
cristã é muito mais do que um gosto afetivo. AMAR É NÃO SER INDIFERENTE. AMAR É
SE SENTIR RESPONSÁVEL PELA PAZ E FELICIDADE INTERIOR DO OUTRO. Assim como Deus
fez uma aliança de amor conosco, correspondamos à altura (1ª leitura – Dt
26,16-19). Apresentemos, por meio de
nossas relações, o desejo de rezar pelos que nos ofendem, a fim de nos
esvaziarmos de todo mal (jejum). Quem assim age, talvez nem perceba que estará
agindo com caridade em prol daqueles que sonham com nossa derrota e sofrimento.
JESUS FALOU SOBRE AMAR O INIMIGO, MAS NÃO FICOU PRESO ÀS PALAVRAS. PROVOU-NOS O
QUE É AMOR DE VERDADE QUANDO ESTEVE PRESO À CRUZ. Que as nossas cruzes nos
tornem capazes de conjugar o verbo amar em todos os instantes das nossas vidas.
Esta é uma importante lição que a Quaresma nos ajuda a entender, muito mais
ainda vivendo o Ano Santo da Misericórdia.

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