Esta quaresma é toda especial, pois estamos
também celebrando o Ano Santo da Misericórdia. Contudo, PARA TERMOS CONTATO COM
A MISERICÓRDIA DE DEUS, PRECISAMOS TAMBÉM OBSERVAR BEM A SUA JUSTIÇA NO MEIO DE
NÓS. É sobre a justiça divina que as leituras de hoje chamam a nossa atenção. Deus
age sempre com misericórdia. Está sempre pronto a nos perdoar, manifestando o
seu infinito amor por nós. Mas DEUS É TÃO MISERICORDIOSO QUANTO JUSTO. NÃO
BASTA ESTARMOS ARREPENDIDOS DAS NOSSAS FALTAS. PRECISAMOS ASSUMIR O BOM
PROPÓSITO DA REDENÇÃO, ISTO É, DA MUDANÇA DE VIDA. Caso contrário,
continuaremos a manter a postura dos fariseus que “obedeciam” a lei, faziam
tudo o que era para ser feito, mas não davam às suas práticas, uma boa dosagem
de amor e misericórdia. É sobre estas coisas que hoje a Palavra de Deus suscita
em nós, a Igreja pede que possamos nos preparar bem para alcançarmos a
conversão, através da prática do sacramento da confissão. QUARESMA É TEMPO DE
NOS RECONCILIARMOS COM DEUS, ENTENDENDO QUE JÁ ESTAMOS RECONCILIADOS COM OS
NOSSOS IRMÃOS. Reconciliar é reconhecer que houve uma falta e, a partir daí,
buscar a reparação desta mesma falta. O profeta Ezequiel hoje nos recorda mais
uma vez que é preciso, de forma bem concreta, fazermos o exame de nossa
consciência, a fim de superarmos fielmente o que nos fez experimentar o pecado,
mas estarmos convictos de que é preciso, mais do que nunca, vivermos sempre
pautados pela justiça (1ª leitura – Ez 18,21-28). Num mundo tantas vezes
dilacerado pela opressão, pela humilhação e pela divisão, vivamos sempre em
prol da justiça. O QUE TANTO DESEJAMOS QUE DEUS FAÇA PARA CONOSCO, MOTIVEMO-NOS
PARA QUE POSSAMOS AGIR TAMBÉM ASSIM COM OS NOSSOS IRMÃOS. Caso contrário, de
nada valerão as nossas práticas de piedade. É Jesus quem critica aquele que
oferece a sua oferta, enquanto esconde a ofensa que fez ao seu irmão. Estas
coisas devem ser bem mais evidenciadas, para que a nossa prática quaresmal seja
bem mais verdadeira e cristã.

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