quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sexta-feira da 1ª Semana da Quaresma: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus” (Mt 5,20-26).

Esta quaresma é toda especial, pois estamos também celebrando o Ano Santo da Misericórdia. Contudo, PARA TERMOS CONTATO COM A MISERICÓRDIA DE DEUS, PRECISAMOS TAMBÉM OBSERVAR BEM A SUA JUSTIÇA NO MEIO DE NÓS. É sobre a justiça divina que as leituras de hoje chamam a nossa atenção. Deus age sempre com misericórdia. Está sempre pronto a nos perdoar, manifestando o seu infinito amor por nós. Mas DEUS É TÃO MISERICORDIOSO QUANTO JUSTO. NÃO BASTA ESTARMOS ARREPENDIDOS DAS NOSSAS FALTAS. PRECISAMOS ASSUMIR O BOM PROPÓSITO DA REDENÇÃO, ISTO É, DA MUDANÇA DE VIDA. Caso contrário, continuaremos a manter a postura dos fariseus que “obedeciam” a lei, faziam tudo o que era para ser feito, mas não davam às suas práticas, uma boa dosagem de amor e misericórdia. É sobre estas coisas que hoje a Palavra de Deus suscita em nós, a Igreja pede que possamos nos preparar bem para alcançarmos a conversão, através da prática do sacramento da confissão. QUARESMA É TEMPO DE NOS RECONCILIARMOS COM DEUS, ENTENDENDO QUE JÁ ESTAMOS RECONCILIADOS COM OS NOSSOS IRMÃOS. Reconciliar é reconhecer que houve uma falta e, a partir daí, buscar a reparação desta mesma falta. O profeta Ezequiel hoje nos recorda mais uma vez que é preciso, de forma bem concreta, fazermos o exame de nossa consciência, a fim de superarmos fielmente o que nos fez experimentar o pecado, mas estarmos convictos de que é preciso, mais do que nunca, vivermos sempre pautados pela justiça (1ª leitura – Ez 18,21-28). Num mundo tantas vezes dilacerado pela opressão, pela humilhação e pela divisão, vivamos sempre em prol da justiça. O QUE TANTO DESEJAMOS QUE DEUS FAÇA PARA CONOSCO, MOTIVEMO-NOS PARA QUE POSSAMOS AGIR TAMBÉM ASSIM COM OS NOSSOS IRMÃOS. Caso contrário, de nada valerão as nossas práticas de piedade. É Jesus quem critica aquele que oferece a sua oferta, enquanto esconde a ofensa que fez ao seu irmão. Estas coisas devem ser bem mais evidenciadas, para que a nossa prática quaresmal seja bem mais verdadeira e cristã.

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