Depois de tanta conversa
com Jesus, de tanta insistência de sua parte para que aceitassem que Ele é o
Filho de Deus, a situação começava a ficar violenta. Não encontravam mais
argumentos para ridicularizar e menosprezar a pessoa de Jesus. Pareciam
crianças mimadas birrando diante d’Ele. E da maneira mais feia e desprezível:
atirando-lhe pedras. QUANDO ALGUÉM CONSEGUE SE IRRITAR PELO SIMPLES FATO DE NÃO
CONSEGUIR VER A NOSSA FELICIDADE E REALIZAÇÃO PESSOAL, COMEÇA A APELAR PARA A
IGNORÂNCIA. Domingo, Jesus falou que aqueles que não têm pecado, poderiam atirar
pedras nos pecadores. Estavam, portanto, achando que podiam muito mais do que
Ele. A QUARESMA É A OCASIÃO PERFEITA PARA ESCUTARMOS A VOZ DA NOSSA CONSCIÊNCIA.
Não queriam aceitar o que Jesus dizia a respeito de sua filiação divina. A VOZ
DE DEUS TALVEZ ESTEJA QUERENDO NOS FALAR MUITO FORTE. SE NÃO SOUBERMOS
ESCUTÁ-LA, TALVEZ AS PEDRAS DO MUNDO RECAIAM SOBRE NÓS. Estas irão doer bem
mais do que aquilo que fala a voz da nossa consciência. Quiseram calar Jesus
por meio de pedras, mas Ele não desistiu. Foi até o fim. Perseverou tanto que
tais pedras não o atingiram. Todavia, LIVRANDO-SE DELAS, DEIXOU-SE SER ATINGIDO
APENAS PELA CRUZ. E sendo Deus, transformou esta cruz em sinal de salvação.
Quando ainda esteve no deserto, o demônio quis tentá-lo, pedindo que
transformasse as pedras em pão. Jesus se recusou. Mas não recusou morrer na
cruz. NÃO FOI PEDRA, MAS A PALAVRA ENCARNADA QUE SE FEZ PÃO. E POR SER
ALIMENTO, TORNOU-SE, NÃO UMA PEDRA QUE APEDREJA E DESTRÓI, MAS A PEDRA QUE SE
TORNOU FUNDAMENTO AO NOSSO EXISTIR. Estamos nos encaminhando para os momentos
finais desta Quaresma. No deserto de nossas vidas, não atiremos pedras em
ninguém. Queiramos aprender com as pedras que se encontram em nosso caminho.
Com Jesus, faremos o mesmo. DEUS NÃO ABANDONA QUEM N’ELE CONFIA (1ª leitura –
Jr 20,10-13). Ele nos prova, percebendo o nosso coração. Não deixemos que o
nosso coração de pedra afaste o amor de Deus por nós. Que assim tenhamos força
para remover a pedra do túmulo, como nova vida pela Páscoa de Jesus.

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