A partir de hoje começamos a acompanhar com o evangelho, tudo o que se tornou
fé para nós, a partir daquela mesa com Jesus e seus discípulos. Era o clima da
última ceia. Jesus conhecia muito bem cada um dos seus discípulos. Foi Ele quem
os chamou a fim de assumirem tão grande ministério. Conhecia tanto que, ao
perceber a possível traição de Judas, passou a sentir uma profunda angústia.
Foi uma dor antecipada. Quando constatamos a traição de alguém, lamentamos
amargamente. Jesus já estava prevendo qual seria o caminho a ser seguido por
Judas. Faz-nos lembrar do pai daquele filho pródigo que, mesmo sofrido, aceitou
a decisão arbitrária e irresponsável daquele filho que queria seguir a sua
própria vida. JESUS, ASSIM COMO ESTEVE SENTADO COM OS SEUS DISCÍPULOS PARA
PARTILHAR O BANQUETE QUE MAIS TARDE SE TORNOU O BANQUETE DA VIDA E DA ALEGRIA,
NA OCASIÃO CERTA DE SE FAZER EUCARISTIA POR AMOR A NÓS DESEJA QUE PARTILHEMOS
TAMBÉM A NOSSA ALEGRIA, MEDIANTE UMA VIDA SEMPRE CHEIA DE DIGNIDADE, DE JUSTIÇA
E DE AMOR. Sentiu sinceridade da parte daquele que se tornou o seu discípulo
amado. Sentiu como vacilava o coração de Pedro e pôde também sentir com muita
tristeza o quanto Judas estava possuído pelo sentimento da avareza e da autossuficiência.
Deus nos conhece por inteiro. Sabe das nossas qualidades e defeitos (1ª leitura
– Is 49,1-6). Sabe que a nossa essência é boa, pois fomos feitos à sua imagem e
semelhança, mas sabe que podemos facilmente nos corromper, em meio ao mundo que
está à nossa volta. O que precisamos é ter a consciência de que dependemos
sempre do seu amor por nós. A Semana Santa nos faz perceber até que ponto o
amor de Deus pode nos alcançar. Resta-nos fazer o possível para correspondermos
bem a este amor. Enquanto Jesus manifestava o seu sofrimento e decepção por
saber que Judas iria trai-lo, o discípulo amado encostava-se a seu peito. QUEM
AMA, NÃO TRAI. JUDAS PREFERIU VENDER JESUS. TALVEZ JUDAS TENHA FALTADO AQUELA
AULA SOBRE NÃO SERVIR A DEUS E AO DINHEIRO.

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