O fato que hoje nos é oferecido com o evangelho
de Marcos já é bastante conhecido. Um jovem acostumado a seguir os mandamentos,
sente que algo ainda não lhe preenchia plenamente. Desejava saber o que
realmente poderia lhe oferecer o reino de Deus. Pôde reconhecer a presença de
Deus na pessoa de Jesus. Não foi a toa que se prostrou diante d’Ele e o chamou
de bom. O próprio Jesus se admirou com tal adjetivo ao dizer: “por que me
chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém”. Era mesmo um rapaz cheio de boas
intenções. ESTAVA ACOSTUMADO A SEGUIR OS MANDAMENTOS, MAS NÃO SE ACOSTUMOU A
EXIGIR UM POUCO MAIS DE SI PARA PERCEBER QUE O REINO DE DEUS NÃO É UM LUGAR,
MAS UM ESTADO DE ESPÍRITO. Jesus em outra ocasião já nos alerta que é feliz
aquele que tem pobreza de espírito, pois saberá alcançar a eternidade por isso.
Ao perceber a bondade no coração daquele jovem, Jesus foi afunilando os seus
propósitos, a fim de fazê-lo entender quais as virtudes que fazem com que o ser
humano aja conforme a vontade de Deus. Disse ao seu interlocutor que para
alcançar a vida eterna, seriam necessários renúncia e desapego. É POSSÍVEL TER
AS COISAS, MAS É BOM SEMPRE VIVER COMO SE NÃO AS TIVESSE. Apegar-se aos bens
materiais nos torna insensíveis aos sofrimentos dos outros e as reais
necessidades deste mundo que nos fazem manter equilíbrio perante as coisas de
Deus. O jovem ficou triste ao perceber um imenso entrave a dificultar a sua
vontade de conquistar as coisas do céu. O DINHEIRO E O CONFORTO DESTE MUNDO NÃO
PODEM OFUSCAR A NOSSA VONTADE DE TER CONTATO COM AS COISAS DE DEUS. São Pedro em
sua carta hoje nos exorta a não desprezarmos a herança que Deus nos deixou,
pois esta não estraga, não mancha e nem murcha (1ª leitura – 1Pd 1,3-9). O
jovem olhou para Jesus, mas esqueceu de olhar para o seu coração.

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