Estamos acostumados a dizer sempre que a criança
é sinônimo de pureza e de autenticidade. Por estes atributos entendemos porque
Jesus pede para nos compararmos as crianças, caso queiramos ter parte no reino
dos céus. Como adultos, precisamos pensar um pouco mais sobre este pedido de
Jesus. Ele pede para nos assemelharmos a uma criança não simplesmente pelo dado
da pureza, mas, sobretudo, pela sede do saber que há numa criança. Alguma vez
na vida já nos deparamos com as constantes e insistentes perguntas que fazem as
crianças. Os seus “por quês” estão sempre na pontinha de suas línguas. “Por que
isso, papai?”. “Por que aquilo, mamãe?”. E por aí vai! A VONTADE DE APRENDER TAMBÉM
NOS LEVA AO CÉU. Queiramos aprender para sermos melhores para os outros. O
nosso saber deve estar disponível ao bem dos outros. A criança também nos ensina
a ser prestativa e solícita quando é necessário. O OLHAR DA CRIANÇA NOS REMETE
AO OLHAR DE DEUS. Sempre que rezo com este evangelho e olho para o ser de uma
criança, lembro-me da segunda carta de São Paulo aos Coríntios quando diz: “quando
estou fraco é que me sinto forte”. A criança que ainda experimenta a
dependência dos pais para tudo nesta vida, denota uma força imensurável, pois
abraça os desafios da vida com muita sede de superação e de conquista. São
estas qualidades que nos farão viver o céu. A criança ainda nos fascina por
saber a quem recorrer nos momentos de apuro. Quando se sente ameaçada corre
para os braços do pai e da mãe. Deus espera que nós também saibamos ir ao seu
encontro, pois isto nos faz entender quem realmente é o nosso socorro e a nossa
salvação. Quando o pecado teima em nos sucumbir, olhemos para uma criança. Ela
tem o poder de nos reconduzir ao caminho de Deus (1ª leitura - Tg 5,13-20). Não
foi a toa que Deus um dia se fez criança. Seu amor é puro. Por isso sempre vem
até nós!

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