Com a liturgia deste dia solene, somos introduzidos aos grandes mistérios de
nossa fé. HOJE NÃO É APENAS O DOMINGO DE RAMOS, MAS TAMBÉM DA PAIXÃO DO SENHOR.
Os ramos, conforme a cultura judaica, eram um símbolo que representava alegria
e vitória. O povo vivia a espera do messias, como aquele que surgiria como um
grande super-herói. Um ser imbatível, ornado com pompa e circunstância. Um
homem poderoso, marcado pelo luxo e pela beleza. Era assim que olhavam para
Jesus. Seus corações extravasavam alegria. Foram ao seu encontro ainda na
entrada de Jerusalém, aclamando e gritando: “hosana ao filho de Davi!”. É
possível que aconteça conosco! Talvez olhemos para Jesus como um super-herói.
Aquele que sempre estará disponível para nos livrar de qualquer aflição. QUEM
SUSTENTA OS RAMOS NAS MÃOS COM ESTE MESMO PENSAMENTO, INFELIZMENTE NÃO
PERCEBERÁ QUE NECESSÁRIO MESMO É SUSTENTAR A CRUZ, COMO FEZ JESUS. Eis o motivo
deste domingo ser também chamado de DOMINGO DA PAIXÃO DO SENHOR. Jesus veio
para nos libertar, mas preferiu assumir as nossas dores, a fim de fazer com que
entendamos que a libertação verdadeira passa pelo madeiro da cruz. Ele tem a
“língua adestrada”, como simbolicamente nos fala Isaías acerca do “servo
sofredor” (Is 50,4-7). É Jesus quem
realmente nos entende e nos consola, pois vem ao encontro de todos os
sofredores e excluídos deste mundo. No entanto, SE QUISERMOS APENAS ACLAMÁ-LO
COM MAIS “HOSANAS E VIVAS”, POSSIVELMENTE PODEREMOS OVACIONÁ-LO COM OUTROS
GRITOS DE: “CRUCIFICA-O”. É preciso nos esvaziarmos de qualquer pretensão
descabida que nos impeça de enxergar o essencial que é a cruz de Jesus a nos
conduzir sempre mais para o real sentido da Páscoa. Ele quis experimentar os
piores sofrimentos para nos redimir e nos salvar. SEM PECAR E SEM DEIXAR DE SER
DEUS, ASSUMIU AS NOSSAS IRREMEDIÁVEIS LIMITAÇÕES (Fl 2,6-11). Conscientes deste grandioso e impressionante amor,
aclamemos, mas de joelhos dobrados, e com a nossa vida, que Jesus é o nosso
Deus e nos faz livres para amá-lo também no semblante dos nossos irmãos! Padre
Aureliano Gondim. #GotasQueEdificamsexta-feira, 3 de abril de 2020
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR (ANO A): “Ele era mesmo Filho de Deus!” (Mt 27,11-54).
Com a liturgia deste dia solene, somos introduzidos aos grandes mistérios de
nossa fé. HOJE NÃO É APENAS O DOMINGO DE RAMOS, MAS TAMBÉM DA PAIXÃO DO SENHOR.
Os ramos, conforme a cultura judaica, eram um símbolo que representava alegria
e vitória. O povo vivia a espera do messias, como aquele que surgiria como um
grande super-herói. Um ser imbatível, ornado com pompa e circunstância. Um
homem poderoso, marcado pelo luxo e pela beleza. Era assim que olhavam para
Jesus. Seus corações extravasavam alegria. Foram ao seu encontro ainda na
entrada de Jerusalém, aclamando e gritando: “hosana ao filho de Davi!”. É
possível que aconteça conosco! Talvez olhemos para Jesus como um super-herói.
Aquele que sempre estará disponível para nos livrar de qualquer aflição. QUEM
SUSTENTA OS RAMOS NAS MÃOS COM ESTE MESMO PENSAMENTO, INFELIZMENTE NÃO
PERCEBERÁ QUE NECESSÁRIO MESMO É SUSTENTAR A CRUZ, COMO FEZ JESUS. Eis o motivo
deste domingo ser também chamado de DOMINGO DA PAIXÃO DO SENHOR. Jesus veio
para nos libertar, mas preferiu assumir as nossas dores, a fim de fazer com que
entendamos que a libertação verdadeira passa pelo madeiro da cruz. Ele tem a
“língua adestrada”, como simbolicamente nos fala Isaías acerca do “servo
sofredor” (Is 50,4-7). É Jesus quem
realmente nos entende e nos consola, pois vem ao encontro de todos os
sofredores e excluídos deste mundo. No entanto, SE QUISERMOS APENAS ACLAMÁ-LO
COM MAIS “HOSANAS E VIVAS”, POSSIVELMENTE PODEREMOS OVACIONÁ-LO COM OUTROS
GRITOS DE: “CRUCIFICA-O”. É preciso nos esvaziarmos de qualquer pretensão
descabida que nos impeça de enxergar o essencial que é a cruz de Jesus a nos
conduzir sempre mais para o real sentido da Páscoa. Ele quis experimentar os
piores sofrimentos para nos redimir e nos salvar. SEM PECAR E SEM DEIXAR DE SER
DEUS, ASSUMIU AS NOSSAS IRREMEDIÁVEIS LIMITAÇÕES (Fl 2,6-11). Conscientes deste grandioso e impressionante amor,
aclamemos, mas de joelhos dobrados, e com a nossa vida, que Jesus é o nosso
Deus e nos faz livres para amá-lo também no semblante dos nossos irmãos! Padre
Aureliano Gondim. #GotasQueEdificam
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